
PROCESSAMENTO
DE PESCADOS
Curso: Técnico em Agroindústria Integrado ao
Ensino Médio 4 serie.
Professora: Carla
Alunos: Igor Labre de Oliveira Barros
A pesca e aquicultura são
consideradas pela ONU como atividades estratégicas para a segurança alimentar
sustentável do planeta, pois são capazes de fornecer alimento proteico de alta
qualidade e gerar emprego tanto em países desenvolvidos, quanto em desenvolvimento.Contudo,
a atividade pesqueira tem se mostrado frágil atualmente, devido ao excessivo
esforço de pesca, sofrido pelos estoques marinhos , das 17 maiores regiões de
pesca do mundo , 9 delas apresentam-se em franco declínio e 4 completamente
esgotadas , esses números corresponderiam a aproximadamente 70% dos estoques
pesqueiros de importância mundial.
Os peixes são importantes constituintes da
dieta humana em vários países, uma vez que apresentam uma fonte de proteína de
alta qualidade, as quais são comparáveis ao ovo, á carne e ao leite , o
músculos do pescado pode obter de 60 a 85% de umidade e 0,3 a 1,0 % de
carboidratos.
A aqüicultura é uma
alternativa para incrementar os índices de consumo de proteínas de origem
animal e um importante fator de desenvolvimento socio-econômico para o país.
Atualmente, apesar das crises econômicas e do surgimento de novas enfermidades,
a aqüicultura é considerada um dos sistemas de produção de alimentos que mais
cresce no mundo, e que poderá contribuir muito com a crescente demanda mundial
de pescado neste milênio.
Não obstante, a aqüicultura
ainda apresenta deficiências em relação à falta de padronização do produto para
o consumidor, o que acarreta dificuldades quanto às características de sabor,
presença ou não de espinhas, forma de preparo e valor nutricional. Entretanto,
se o produto tiver boa apresentação (postas ou filé) e embalagem (com especificação
do produto), torna-se mais fácil o trabalho de marketing e, conseqüentemente, a colocação do pescado no
mercado. Sem dúvida, a procura por um alimento de qualidade e de fácil preparo
é uma das maiores estratégias de marketing
exploradas por indústrias de alimentos.
A produção de proteínas de alta qualidade
proveniente das atividades da pesca e da aqüicultura tem sido ultimamente bastante
discutida, visto que tais atividades são capazes de gerar volumes consideráveis
de renda , tanto em países desenvolvidos, quanto naqueles em desenvolvimento.
Dentro desse enfoque, pode-se considerar
que a aquicultura deverá ser a principal responsável pelo desenvolvimento de
tal setor, visto que , atualmente, a atividade da pesca extrativa tem se
mostrado em franco declínio ou com tendência á estabilização, em algumas
regiões do mundo, enquanto a aqüicultura
está em expressiva ascensão. Isso se verifica pelo excessivo esforço de pesca
sofrido pelos estoques naturais , o que levou á necessidade de desenvolvimento
do setor de produção de organismos aquáticos.
Considerando-se
esse crescimento na produção de files de peixe , é interessante conhecer as
formas de comercialização e os métodos aplicados para obtenção do filé, já que
o aumento nesta forma de apresentação do produto final vem crescendo muito nos
últimos anos. Além disso, é importante identificar o método de filetagem que
apresenta os melhores resultados. Por não existir um padrão de filetagem, há
divergência em relação ao melhor método a ser empregado, ou seja, qual método
proporciona o maior rendimento de filé, facilidade operacional e menor tempo de
processamento.
Apesar
de as estatísticas mostrarem a clara expansão do setor pesqueiro em geral , o
consumo de pescado “per capita” em nível nacional não tem apresentado
crescimento na mesma proporção. Isto pode ser atribuído a diversos fatores como
a falta de hábito do consumidor brasileiro em consumir carne de pescado e
principalmente devido á falta de qualidade, diversidade e praticidade
oferecidas pelos produtos comercializados nacionalmente.
O Brasil apresentou uma redução de 1,4%
na produção de pescado, no período de 1990 a 2001, enquanto a aquicultura, um aumento
de 924,9% no mesmo período , saltando de 20,5 mil toneladas de pescado
cultivado em 1990 para 210 mil toneladas , esses valores representam um aumento
significativo para a produção nacional, uma vez que a produtividade em nível
mundial teve um aumento de 187% dentro do mesmo período , isso levou o Brasil a
ocupar o segundo lugar no ranking de produção de pescado da America Latina , e
o décimo nono lugar no ranking mundial
de produção , mas alem desse acentuado desenvolvimento da atividade media anual
de 84,1% , o preço médio por quilograma de pescado reduziu de USS 5,10 para USS
3,95.
Ao contrario de outras atividades
agropecuárias de importância zootécnica como exemplo a bovinocultura ,
avicultura e suinocultura , a aqüicultura
brasileira apresenta 64 espécies cultivadas , dentre essas espécies o grupo dos
peixes é que tem apresentado maior importância , tanto em termos de produção
como em geração de renda , correspondendo a um valor acumulado no período de
1990 a 2001 de USS 465,034,20 se comparado com USS 235,202,00 para o segundo
grupo de maior importância , os crustáceos , em 2001 a produção de peixes
provenientes da aquicultura brasileira correspondeu a 76% da produção de
pescado cultivado 157,8 toneladas e 65% da receita gerada USS 546,0 milhões.
Com relação á composição da carne do
pescado no que diz respeito á gordura, ela pode apresentar de 0,6 a 36 % de
lipídeos, em que os ácidos graxos mais frequentes são os da cadeia longa . Do
ponto de vista nutricional , os altos teores de ácidos graxos poliinsaturados
presentes na carne dos peixes assegura a melhor digestão e pronta assimilação
pelos tecidos dos organismos , alem disso os ácidos graxos como o linoleico e
linolênico que são considerados essenciais por não serem sintetizados pelo
organismo, estão presentes em grandes quantidades nos peixes marinhos e nos de
água doce , quando suplementados pela dieta.
Atualmente mais de um bilhão de pessoas
no mundo dependem de fontes de proteínas de pescado para sobreviver e apesar
das grandes variações a media anual de consumo mundial de carne de pescado de
1999 foi de 15,8Kg/habitante/ano .
No Brasil de antemão tem-se a ideia de
que o brasileiro não consome carne de peixes por não possuir costume ou hábito
, associado á pequena oferta , as estatísticas mostram que ate 19996 o consumo
per capita era de 3 kg/habitante/ano e indicam que , entre e o ano de 1987 e
1996 , esse consumo sofreu uma redução de 18,8% enquanto o consumo de outras
carnes teve um aumento de 10,2% , no entanto em 2003 o consumo per capita de
carne de pescado subiu para 6,8 Kg/habitante/ano , numero esse que esta bem
abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) , que sugere um
consumo mínimo de 20 Kg/habitante/ano.
A reduzida frequência de escolha da
carne de pescado pelo consumidor se deve principalmente a problemas sanitários
e tecnológicos, sempre no sentido de não encontrar os produtos frescos ou com
boa aparência e produtos frescos ou com boa aparência e produtos pouco
elaborados e de difícil preparo essa falta de inovação por parte da industria
do pescado levou de certa forma a uma perda de competitividade com relação as
processadoras de carnes vermelhas e aves.
Atualmente a comercialização do peixe
processado se dá principalmente na forma de animais inteiros e apenas
eviscerados, principalmente em espécie nativas como pacu, ou então na forma de
files frescos ou congelados como, principalmente, n ocaso da tilápia, essa
forma de comercialização limita o consumo principalmente devido á falta de
praticidade e de padronização do produto no que diz respeito as características
de sabor, presença ou não de espinhas forma de preparo e valor nutricional.
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